A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para cumprir mandados de busca e apreensão contra o candidato ao governo da Bahia e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). O pedido foi formulado no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean. Contudo, a solicitação foi indeferida pelo ministro Kássio Nunes Marques.
Indicação na Educação de Belo Horizonte
A investigação da Polícia Federal debruça-se sobre a suspeita de que ACM Neto teria atuado no direcionamento de processos licitatórios na Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (MG) entre os anos de 2024 e 2025.
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Esquema Investigado: O candidato é suspeito de ter indicado o nome para comandar a pasta na capital mineira com o intuito de favorecer empresários em licitações, que resultariam no pagamento posterior de propinas.
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Contratos Sob Suspeita: Ao menos três procedimentos analisados pela PF resultaram em contratos que ultrapassam a marca de R$ 80 milhões.
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Afastamento de Secretário: O gestor indicado para a pasta em BH foi Bruno Barral, que já havia exercido o cargo de secretário de Educação em Salvador na gestão de Neto (2017-2018). Barral tornou-se investigado em abril e foi afastado do cargo por determinação do próprio STF.
Citações sobre Contratos em Salvador e Posicionamento
A apuração da Operação Overclean também analisa a atuação de um grupo de empresários baianos com contratos firmados junto à Prefeitura de Salvador.
A Polícia Federal apura se o grupo — supostamente liderado pelos empresários Marcos Moura (conhecido como “Rei do Lixo”) e Alex Parente — teria acionado ACM Neto para destravar e garantir pagamentos do município. As suspeitas que pairam sobre esses contratos envolvem fraudes em licitações e superfaturamento.
Em nota divulgada por sua assessoria, ACM Neto sustentou que as menções ao seu nome no processo tratam-se de meras "inferências" sem qualquer relação com atos ilícitos.
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