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Segunda-feira, 05 de Janeiro de 2026
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Operação da PF apreende R$ 430 mil em espécie em endereço ligado a Sóstenes Cavalcante

usca da Polícia Federal autorizada pelo STF encontrou cerca de R$ 430 mil em dinheiro vivo em imóvel utilizado por Sóstenes Cavalcante, em Brasília

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Operação da PF apreende R$ 430 mil em espécie em endereço ligado a Sóstenes Cavalcante
Divulgação / Câmara dos Deputados
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A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 430 mil em espécie durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em um endereço ligado ao líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante. A ação ocorreu na manhã desta sexta feira, dia 19, em Brasília, no âmbito da Operação Galho Fraco. 

De acordo com investigadores, o dinheiro estava acondicionado em um saco preto, guardado dentro de um armário no flat utilizado pelo parlamentar na capital federal. A operação também teve como alvo o deputado federal Carlos Jordy, igualmente filiado ao PL e representante do Rio de Janeiro.

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A Operação Galho Fraco é um desdobramento de uma investigação iniciada em dezembro de 2024 e apura suspeitas de desvio de cotas parlamentares por meio de contratos considerados irregulares com uma empresa de locação de veículos. Além dos parlamentares, assessores e auxiliares também são investigados.

Por se tratar de deputados federais com prerrogativa de foro, os mandados foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal informou que a investigação não se restringe apenas aos dois parlamentares e segue em andamento.

Até o momento, o deputado Sóstenes Cavalcante não se manifestou publicamente sobre a operação. Já o deputado Carlos Jordy encaminhou à imprensa uma nota oficial, reproduzida abaixo na íntegra.

 

Nota de Carlos Jordy na íntegra

"No dia de hoje, endereços ligados a mim e ao líder do meu partido, deputado Sóstenes Cavalcante, foram alvo de buscas da Polícia Federal, autorizadas pelo ministro Flávio Dino.

As diligências são um desdobramento de buscas realizadas em dezembro do ano passado e teriam como foco supostas irregularidades no aluguel de veículos do meu gabinete. Uma das alegações é que a empresa contratada, da qual sou cliente desde 2019, possuiria apenas cinco veículos. Se o contrato existe há anos, o que a operação anterior não encontrou para justificar nova ação agora?

Não cabe ao parlamentar fiscalizar a frota ou a estrutura interna da empresa contratada, mas sim contratar o serviço mais eficiente e pelo menor custo, como sempre fiz.

É inadmissível, em uma democracia, que a Polícia Federal seja usada para intimidar parlamentares da oposição. Buscas contra deputados exigem indícios concretos de crimes graves e a atuação de autoridades imparciais.

Causa estranheza que eu e o deputado Sóstenes, justamente quando investigamos o roubo de bilhões do INSS, tenhamos endereços violados e documentos apreendidos enquanto exercemos nosso dever constitucional de fiscalização.

Seguirei firme na oposição e na CPMI do INSS. Essas ações não irão me intimidar nem interromper meu trabalho em defesa dos aposentados."



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FONTE/CRÉDITOS: Com informações TV Globo.
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