Uma semana após receber o presidente Lula (PT) em um assentamento em Minas Gerais, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiu terras em três estados nesta quinta-feira (13), ampliando a pressão sobre o governo por celeridade nas políticas de reforma agrária.
As ações fazem parte da Jornada de Luta das Mulheres Sem Terra, iniciada no Dia Internacional da Mulher. Foram realizadas manifestações em 23 estados e no Distrito Federal, incluindo invasões de terras na Bahia, Ceará e Espírito Santo.
Cerca de 1.000 mulheres ocuparam uma área da empresa Suzano no município de Aracruz, no Espírito Santo. O MST tem um histórico de conflitos com a gigante da celulose, o que inclui 22 áreas.
Os sem-terra defendem que as áreas sejam destinadas a assentamentos agrícolas e que a produção de comida tenha prioridade em detrimento da produção de commodities, caso da celulose.
Em nota, a Suzano classificou a ação do MST como ilegal, destacou que a terra é produtiva e informou que obteve na Justiça uma decisão liminar favorável ao pedido de reintegração de posse.
Também destacou que a invasão no Espírito Santo "causa estranheza", uma vez que acontece em um contexto de diálogo frutífero entre a companhia, o Incra e o Ministério do Desenvolvimento.
"A companhia entende que, enquanto a invasão perdurar, este ambiente colaborativo não existe e suspenderá as negociações até então em curso", informou.
No dia anterior, cerca de 600 mulheres sem-terra fizeram uma manifestação e bloquearam a rodovia BR-101 na altura do município de Teixeira de Freitas, no Extremo-sul do estado.
Acompanhe as principais notícias de Ilhéus

Comentários: