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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026
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Morre Jimmy Cliff: a trajetória do ícone jamaicano que levou o reggae ao mundo

Ícone global da música jamaicana, Jimmy Cliff faleceu nesta segunda-feira (24) em decorrência de uma convulsão seguida de pneumonia, deixando um legado inigualável no reggae.

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Morre Jimmy Cliff: a trajetória do ícone jamaicano que levou o reggae ao mundo
@jimmycliff via Instagram/Divulgação
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Nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025, o mundo da música sofreu uma perda dolorosa: Jimmy Cliff, um dos mais influentes artistas do reggae, morreu aos 81 anos. A notícia foi confirmada por sua esposa, Latifa Chambers, em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual informou que ele sofreu uma convulsão seguida de pneumonia. 

 

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As raízes de James Chambers

Jimmy Cliff nasceu James Chambers, em 30 de julho de 1944, no condado de St. James, na Jamaica. Desde muito jovem, já demonstrava talento para a música: participava de feiras e concursos, buscando oportunidades para gravar. 

Quando tinha apenas 17 anos, lançou seu primeiro grande sucesso, “Hurricane Hattie”, ao trabalhar com o produtor Leslie Kong. 

A ascensão no reggae e no cinema

Cliff foi um dos pioneiros a popularizar o reggae, ska e rocksteady internacionalmente. Ele gravou dezenas de álbuns ao longo de mais de seis décadas de carreira.

Além disso, teve papel central no cinema jamaicano ao estrelar o filme “The Harder They Come” (1972), que se tornou um marco cultural e contribuiu para levar a música jamaicana para audiências globais. 

Dentre seus sucessos mais emblemáticos estão “Many Rivers to Cross”, “You Can Get It If You Really Want”, “Wonderful World, Beautiful People” e uma versão marcante de “I Can See Clearly Now”, presente na trilha do filme Cool Runnings

 

Prêmios e reconhecimento

Jimmy Cliff conquistou diversos prêmios na carreira: venceu dois Grammy — com os álbuns Cliff Hanger (1985) e Rebirth (2012).

Ele também recebeu honrarias em seu país: foi agraciado com a Ordem do Mérito da Jamaica, uma das mais altas condecorações culturais. 

Em reconhecimento à sua influência global, foi induzido ao Rock and Roll Hall of Fame

Fases pessoais e legado

Apesar de ser fortemente ligado ao reggae, Jimmy Cliff seguiu seu caminho espiritual de forma independente: ele se converteu ao islamismo, adotando o nome El Hadj Bachir Naim, sendo um artista com visão religiosa distinta em relação ao rastafarianismo, bastante presente na cultura jamaicana.

No Brasil, ele construiu uma relação especial: se apresentou diversas vezes por aqui (anos 1980 e 1990) e chegou a morar no Rio de Janeiro e em Salvador. 

Seu último álbum, lançado em 2022, foi “Refugees”, demonstrando que até os últimos anos continuava ativo e criativo. 

 

A despedida

Na nota de despedida, sua esposa Latifa agradeceu fãs, amigos, colegas músicos e a equipe médica. Ela afirmou que o carinho do público sempre foi “sua força durante toda a carreira” e pediu privacidade para a família neste momento de luto. 

Jimmy Cliff deixa um legado imenso, que vai muito além das músicas: ele foi um embaixador cultural da Jamaica, um mensageiro de resistência, esperança e alegria. Suas canções continuam sendo trilhas de vidas e sua história inspira novas gerações.

 

 

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