O Ministério da Educação (MEC) publicou em maio o decreto nº 12.456, que institui a Nova Política de Educação a Distância no Brasil. A medida representa uma das maiores mudanças no setor nos últimos anos e terá impacto direto sobre instituições de ensino superior, estudantes e futuros candidatos a cursos de graduação.
Segundo o novo marco, mais de 20 cursos de graduação não poderão mais ser ofertados integralmente no formato EaD, e nenhum curso superior poderá ser 100% online. As instituições terão até dois anos de prazo para adaptação, garantindo a continuidade das turmas já em andamento.
Cursos que deixarão de existir no formato totalmente a distância
Com a nova política, as graduações a seguir não poderão mais ser ofertadas integralmente online. Algumas delas terão de ser exclusivamente presenciais; outras, no máximo, no modelo semipresencial:
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Direito
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Medicina
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Enfermagem
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Odontologia
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Psicologia
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Fisioterapia
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Farmácia
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Nutrição
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Biomedicina
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Educação Física
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Terapia Ocupacional
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Fonoaudiologia
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Medicina Veterinária
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Pedagogia
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Matemática
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Física
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Química
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Biologia
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História
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Geografia
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Letras
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Artes
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Filosofia
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Sociologia
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📌 Formatos de cursos a partir do decreto
A partir de agora, os cursos poderão ser ofertados em três modelos:
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Presenciais: mínimo de 70% da carga horária presencial (aulas, laboratórios, estágios).
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EaD: majoritariamente a distância, mas com no mínimo 10% presencial e 10% de atividades síncronas mediadas.
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Semipresenciais (híbridos): pelo menos 30% de carga presencial e 20% de atividades síncronas mediadas.
📌 Tipos de atividades definidas pelo MEC
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Atividades presenciais: aluno e professor no mesmo local e horário.
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Atividades assíncronas: realizadas em tempos diferentes, como fóruns e gravações.
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Atividades síncronas: encontros ao vivo online com participação do professor.
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Atividades síncronas mediadas: turmas reduzidas (até 70 alunos por professor), com interação pedagógica e controle de frequência.
📌 Regras específicas e proibições
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Medicina: totalmente presencial, sem nenhuma carga EaD.
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Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia: poderão ter até 30% de atividades EaD.
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Licenciaturas e cursos das áreas de saúde, bem-estar, engenharia, produção, construção e agricultura: só poderão existir no formato presencial ou semipresencial.

📌 Outras mudanças importantes
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Infraestrutura obrigatória: polos EaD devem ter salas de coordenação, laboratórios (quando aplicável), internet de qualidade e não podem ser compartilhados entre instituições diferentes.
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Avaliações presenciais: cada disciplina deverá ter ao menos uma prova presencial, que terá peso maior na nota final.
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Mediador pedagógico: figura criada para apoiar a aprendizagem dos estudantes, com formação específica e vínculo oficial com a instituição.
📌 Prazo de adaptação
As instituições têm até dois anos para se adequar às novas regras. Os estudantes já matriculados em cursos que deixarão de existir no formato 100% EaD poderão concluir sua graduação no modelo vigente em que ingressaram.
Conclusão
A nova política busca elevar a qualidade do ensino superior, especialmente em áreas que exigem prática, laboratório e estágios. Por outro lado, a decisão impacta diretamente milhares de estudantes e instituições que apostavam no crescimento da modalidade EaD no Brasil.
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