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Domingo, 19 de Abril de 2026
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Mais de 60 pessoas já morreram na Bahia por consumo de bebidas adulteradas

Alerta sobre risco de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Mais de 60 pessoas já morreram na Bahia por consumo de bebidas adulteradas
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O consumo de bebidas alcoólicas adulteradas segue sendo uma ameaça à saúde pública no Brasil. Nesta segunda-feira (29), foi confirmada a terceira morte em São Bernardo do Campo (SP) causada pela ingestão de bebida contaminada com metanol. A vítima, um homem de 45 anos, somou-se a outros dois casos fatais ocorridos em setembro no estado paulista.

A tragédia reacende a lembrança de episódios marcantes na Bahia, onde mais de 60 pessoas perderam a vida e outras 450 precisaram de internação hospitalar ao longo dos últimos anos em decorrência de intoxicação por bebidas adulteradas, segundo levantamento divulgado pelo Correio.

O episódio mais grave: 1999 no sudoeste baiano

O caso mais impactante registrado no estado ocorreu em 1999, quando ao menos 35 pessoas morreram e cerca de 400 apresentaram sintomas de envenenamento após consumir uma cachaça artesanal na região sudoeste da Bahia.

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As intoxicações foram registradas em cidades como Nova Canaã, Dário Meira, Ibicuí, Poções e Itiruçu. Investigações do Departamento de Polícia Técnica (DPT) apontaram níveis alarmantes de metanol: entre 2,85 ml e 20 ml a cada 100 ml de álcool — quantidade muito superior ao limite aceitável de 0,25 ml.

Na época, o então secretário de Saúde da Bahia, José Maria de Magalhães, afirmou que a contaminação não foi acidental, mas resultado de ação criminosa com fins de lucro.

Outros episódios fatais na Bahia

Além do surto de 1999, outros casos de envenenamento por bebidas adulteradas marcaram a história recente da Bahia:

  • 1990 – Santo Amaro: 14 pessoas morreram após consumir cachaça contaminada. O comerciante Edvaldo Gomes Sales se apresentou à polícia, mas afirmou desconhecer a toxicidade do produto.

  • 1997 – Lamarão e Serrinha: 13 pessoas morreram depois de ingerirem uma bebida com 68 vezes mais metanol do que o limite suportado pelo organismo humano, segundo laudo do Ministério da Agricultura.

Por que o metanol é tão perigoso?

O metanol é um álcool industrial altamente tóxico, usado em solventes, combustíveis e produtos químicos. Diferente do etanol, presente nas bebidas alcoólicas comuns, o metanol não é metabolizado de forma segura pelo organismo humano. Sua ingestão pode causar:

  • Náusea, vômito e dor abdominal;

  • Perda da visão (cegueira temporária ou permanente);

  • Insuficiência renal e hepática;

  • Morte em casos de maior concentração.

Por ser incolor e ter odor semelhante ao do etanol, o metanol pode facilmente passar despercebido quando adicionado a bebidas falsificadas.

Impactos sociais e necessidade de fiscalização

Os episódios mostram a fragilidade na fiscalização da produção e venda de bebidas artesanais e clandestinas. Especialistas defendem medidas mais rigorosas de controle, campanhas de conscientização e punição severa para fabricantes e distribuidores ilegais.

O histórico baiano revela que a prática criminosa já deixou dezenas de famílias em luto e centenas de pessoas com sequelas graves. O alerta é de que a população evite consumir bebidas de procedência duvidosa e priorize produtos industrializados com registro e selo de fiscalização.

Prevenção e segurança para os consumidores

Para reduzir os riscos, especialistas orientam:

  • Desconfiar de preços muito abaixo do mercado;

  • Verificar se o produto tem selo fiscal e registro oficial;

  • Evitar bebidas vendidas sem rótulo ou em embalagens improvisadas;

  • Procurar atendimento médico imediato em caso de sintomas suspeitos após ingestão de álcool.

A repetição de tragédias como as ocorridas na Bahia, em São Paulo e em outras regiões do Brasil reforça a urgência de ações de combate ao comércio clandestino e de informação à população. O consumo consciente é a principal forma de evitar que novas mortes aconteçam.

 

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FONTE/CRÉDITOS: Toda Bahia
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