O cenário político baiano voltou a esquentar após declarações contundentes do governador Jerônimo Rodrigues (PT), nesta quarta-feira (3). Durante entrevista coletiva em Salvador, no evento de inauguração da Casa da Música e do Centro de Atividades do Parque do Abaeté, o petista afirmou que o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, assumiu de vez seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Jerônimo, a defesa do União Brasil e do PP — partidos que iniciaram o processo de desembarque do governo Lula e passaram a integrar a oposição no Congresso Nacional — ao chamado PL da Anistia é a prova de que Neto se posicionou.
“Ele agora tem lado, graças a Deus mudou, ele agora está defendendo o Bolsonaro. Agora sim, o ex-prefeito saiu do armário”, declarou Jerônimo.
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O governador classificou o posicionamento de Neto como a defesa de “um dos momentos mais ridículos da política brasileira”, em referência aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que resultaram na invasão e depredação da Praça dos Três Poderes, em Brasília.
“Imaginem, gente, se cada prefeito dos 417 municípios da Bahia que perdesse as eleições resolvesse quebrar a Câmara de Vereadores, a Prefeitura ou o Fórum Municipal. Alguém vai dizer que isso está correto?”, questionou Jerônimo.
Defesa da democracia
Jerônimo Rodrigues também ressaltou que espera a responsabilização dos envolvidos nos ataques, defendendo a importância de proteger as instituições democráticas.
“O que eles fizeram foi de uma irresponsabilidade muito grande. Machucaram nossa crença no TRE, no TSE, e colocaram em xeque uma eleição transparente. Quando eles ganharam, ninguém quebrou nada. Quando perderam, resolveram quebrar? Alguém tem que dar um freio nisso”, concluiu.
Com esse embate, a disputa política entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto ganha novos capítulos, reforçando a polarização entre o grupo petista e a oposição liderada pelo União Brasil na Bahia.
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