O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), pediu desculpas nesta segunda-feira (5) após a repercussão negativa de uma declaração polêmica durante coletiva de imprensa realizada no Parque de Exposições, em Salvador. Na ocasião, Jerônimo sugeriu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores fossem “levados para a vala” — expressão que provocou forte reação de lideranças políticas e setores da sociedade.
Durante o evento, em que o governo entregou mais de 50 ambulâncias, uma van para Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e veículos administrativos, o governador abordou a crise que tomou conta do noticiário. “Se o termo ‘vala’ e o termo ‘tratou’ foi pejorativo, foi muito forte, eu peço desculpas. O termo não foi a intenção. Eu não tenho problema algum de reconhecer quando há excessos na palavra, movido por indignação”, declarou Jerônimo.
O governador também ressaltou que suas palavras foram descontextualizadas e que jamais desejaria mal a qualquer adversário político. “Quem me conhece sabe, eu sou uma pessoa religiosa, sou uma pessoa de família. Eu não vou nunca tratar qualquer opositor com esse tipo de tratamento”, garantiu.
Jerônimo ainda relembrou momentos de sua trajetória pública para justificar sua indignação no momento da fala. “Apresentei anteriormente minha inconformação, minha indignação com a forma como o país estava sendo tratado, e citei o exemplo da pandemia, quando 700 mil pessoas morreram por conta de atitudes do governo federal”, explicou.
A fala do governador gerou pedido formal de impeachment protocolado pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL), que acusou Jerônimo de incitar a violência e ultrapassar os limites da liberdade de expressão.
Agora, o episódio entra no radar da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), que deverá decidir se dará seguimento ao pedido ou arquivará a solicitação. Enquanto isso, o governador busca controlar os danos políticos e reforçar sua imagem como gestor equilibrado e respeitador do Estado Democrático de Direito.
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