Hoje, Olivença amanheceu com o coração apertado. O guerreiro solitário descansou… Mas sua história, essa jamais se apagará.
Wilton Costa Bezerra, o nosso querido Ica de Amaral, foi mais do que um homem: foi um símbolo de força, autenticidade e amor profundo por sua terra. Um Tupinambá de origem e convicção, que carregava no peito a ancestralidade com orgulho, e na alma o espírito indomável dos que nasceram para lutar.
Ica viveu do seu jeito. Forte, destemido, independente. Lutou suas próprias batalhas, construiu com as mãos aquilo que sonhou com o coração. As cabanas tecidas de piaçava, que deixava como arte viva em Olivença, não são apenas construções — são legado. São marcas da sua passagem, da sua paixão, da sua resistência.
Companheiro leal, amigo verdadeiro, trabalhador incansável… Ica era desses que não se dobravam ao tempo nem às dificuldades. Tinha uma personalidade forte, um olhar firme e uma alma feita de terra, mar e floresta. Era raiz e tempestade. Era calmaria e força.
Hoje ele parte, mas deixa muito de si em cada canto de Olivença. Nos caminhos que trilhou, nas mãos que ajudou, nos abraços que ofereceu, nos sonhos que levantou.
O guerreiro descansou…
Mas sua memória viverá eternamente entre nós.
Na brisa que toca a mata.
No cheiro da piaçava.
No chão sagrado de Olivença.
Vai em paz, Ica.
Você virou lenda.
Você virou história.
Você virou eternidade.

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