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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
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Greve na Construção Pesada Paralisa Grandes Obras na Bahia e Afeta BA-649 entre Ilhéus e Itabuna

Paralisação atinge mais de 22 mil trabalhadores e compromete cronogramas de obras estratégicas em todo o estado

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Greve na Construção Pesada Paralisa Grandes Obras na Bahia e Afeta BA-649 entre Ilhéus e Itabuna
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A greve dos trabalhadores da construção pesada na Bahia, iniciada nesta quarta-feira (11), está provocando o bloqueio de importantes obras públicas e privadas em todo o estado. Com mais de 22 mil operários paralisados, a mobilização foi deflagrada pelo Sintepav-BA (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia) e já afeta projetos que somam mais de R$ 25 bilhões em investimentos.

Entre as intervenções paralisadas estão trechos da BR-324, obras do VLT de Salvador, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), barragens e projetos de infraestrutura urbana, como o Projeto Mané Dendê. A paralisação ocorre após assembleia da categoria e deve seguir até que um novo acordo seja firmado com o setor patronal.

Ilhéus e Itabuna: obra da BA-649 é interrompida

No sul da Bahia, os municípios de Ilhéus e Itabuna já sentem os efeitos da greve. A construção da nova rodovia BA-649, considerada estratégica para o escoamento de produção e mobilidade regional, está totalmente paralisada.

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A BA-649 é vista como uma alternativa importante à BR-415, especialmente para desafogar o tráfego entre as duas maiores cidades da região cacaueira. Com a greve, os prazos de entrega da obra podem ser comprometidos, gerando impactos diretos para a economia local e o transporte de cargas.

Cidades afetadas pela greve da construção pesada na Bahia

Além de Salvador, Ilhéus e Itabuna, outras cidades com obras paradas incluem:

  • Santo Estêvão

  • Chorrochó

  • Alagoinhas

  • Entre Rios

  • Guanambi

  • Barra do Choça

  • Santa Maria da Vitória

  • Cocos

  • Uibaí

  • João Dourado

  • Luís Eduardo Magalhães

  • Piritiba

  • Juazeiro

  • Rui Barbosa

Principais reivindicações dos trabalhadores da construção pesada

A categoria apresentou uma pauta de reivindicações que inclui:

  • Reajuste salarial

  • Aumento no valor da cesta básica

  • Tabela salarial por função

  • Plano de saúde para os trabalhadores

  • Aviso prévio indenizado garantido

  • Criação de um Comitê da Diversidade

  • Implantação do café regional nos canteiros de obras

A greve foi aprovada em assembleia no dia 6 de junho e oficialmente publicada em 7 de junho.

Negociações continuam entre sindicato e setor patronal

O Governo da Bahia informou, por meio de nota oficial, que está mediando as conversas entre o Sintepav-BA e o sindicato patronal, na tentativa de alcançar um acordo que permita a retomada das obras o quanto antes.

Já o Sinicon (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada e Infraestrutura) declarou que “não tem medido esforços” para avançar nas negociações, que continuam sem consenso até o momento.

A greve na construção pesada na Bahia representa um alerta para os impactos sociais e econômicos gerados por conflitos trabalhistas em grandes obras públicas. Com a paralisação de projetos estruturantes como a BA-649, VLT de Salvador e FIOL, a expectativa é de que o diálogo entre governo, sindicatos e empresários resulte em avanços rápidos, evitando maiores prejuízos à população baiana.

 

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