O vice-governador da Bahia e pré-candidato à Prefeitura de Salvador, Geraldo Júnior (MDB), afirmou nesta sexta-feira (12) ver uma disputa polarizada entre seu nome e o de Bruno Reis (União Brasil) num cenário em que se associa à figura do presidente Lula (PT) e cola o rival à imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Respeitando todos os outros candidatos, mas polarizou a disputa aqui em Salvador. Temos aqui a disputa do meu nome, com apoio do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues. E tem a disputa do atual prefeito da cidade com o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro. Está bem dividido, está bem claro. Em 2022, eles não fizeram isso, e nós ganhamos as eleições”, declarou Geraldo em entrevista à rádio Bahia FM.
Segundo o emedebista, a oposição tenta estimular uma situação que não “prospera”. “O maior resultado disso é receber dois dias aqui na Bahia em Salvador a figura do líder político maior do nosso projeto político, que é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, disse ele, ao citar a recente estada de Lula em solo baiano, ao lado de quem desfilou no cortejo do Dois de Julho
O emedebista, por outro lado, minimiza o fato de o ministro petista Rui Costa (Casa Civil) ter sinalizado que não conseguirá se engajar em sua campanha —a declaração irritou caciques do MDB baiano.
“Ele [Rui Costa] foi um dos responsáveis, junto com o governador Jaques Wagner, para que eu viesse participar desse grupo político em 2022. Nossa relação é pretérita.
“Eu tenho certeza de que, quando precisar fisicamente da presença do ministro, vou contar. Mas posso fazer isso de forma digital, por telefone, por mensagem, por orientação, o que rotineiramente ele faz. Tenho nele uma relação de amizade, uma relação de confiança”, afirmou o vice-governador.
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