A temperatura subiu na política baiana após declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Em defesa de seu padrinho político, ACM Neto, que tem perdido o apoio de prefeitos do interior para o grupo de Jerônimo Rodrigues (PT), Bruno minimizou o peso dos gestores municipais nas eleições de 2026, afirmando que "prefeitos não terão papel decisivo" no próximo pleito.
A fala repercutiu imediatamente e foi alvo de uma resposta afiada do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), que ironizou a declaração e questionou se o próprio Bruno Reis considera a si mesmo irrelevante no jogo eleitoral.
“Isso quer dizer então que o amigo Bruno Reis é um zero à esquerda? Não terá nenhuma influência na eleição do próximo ano? Nada poderá fazer para eventualmente ajudar o menino Magalhães a vencer em Salvador? Enfim, quem está dizendo que Prefeito e nada é a mesma coisa é Bruno”, escreveu Geddel, em tom ácido.
A troca de farpas expõe as tensões dentro do campo oposicionista baiano, onde ACM Neto tenta reverter a perda de aliados no interior e manter influência política após a derrota para Jerônimo nas eleições estaduais de 2022. A fala de Bruno, vista como um esforço para desviar o foco do esvaziamento do grupo, acabou abrindo espaço para críticas internas e externas.
Com a eleição municipal de 2024 no radar e os olhos já voltados para 2026, a declaração de que prefeitos “não decidem eleição” pode soar como desvalorização de uma base estratégica, especialmente em um estado onde o interior exerce forte influência no resultado das urnas.
A resposta de Geddel, por sua vez, reacende sua presença no debate político e indica que o MDB pretende marcar posição diante da movimentação dos blocos partidários na Bahia.
A disputa por apoios, narrativas e protagonismo está apenas começando — e a política baiana segue em ebulição.
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