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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026
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Fundador da Ultrafarma é Preso em São Paulo por Corrupção Fiscal Bilionária

Operação Ícaro do MP-SP prende Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, e outras lideranças empresariais por alegado esquema de propina de R$ 1 bilhão desde 2021.

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Fundador da Ultrafarma é Preso em São Paulo por Corrupção Fiscal Bilionária
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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou na manhã desta terça-feira (12) a Operação Ícaro, com foco em um elaborado esquema de corrupção fiscal que movimentou cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021, segundo as investigações .

Entre os alvos da operação está Sidney Aparecido de Oliveira, fundador da rede de farmácias Ultrafarma, preso em sua chácara na cidade de Santa Isabel, região metropolitana de São Paulo . Junto com ele, foram detidos Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal que atuava como supervisor na Diretoria de Fiscalização (DIFIS) da Secretaria da Fazenda, e o empresário Mario Otávio Gomes, diretor da Fast Shop .

Durante os mandados de busca e apreensão, foram apreendidos dinheiro em espécie e esmeraldas em imóvel localizado em Alphaville, bairro nobre da Grande São Paulo.

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Crimes investigados

As investigações apontam quatro tipos de infração:

  • Corrupção ativa e passiva

  • Lavagem de dinheiro

  • Organização criminosa

O grupo investigado teria facilitado a quitação irregular de créditos tributários mediante pagamento de propinas, utilizando empresa registrada em nome da mãe de Artur Gomes como instrumento do esquema.

Repercussão e posicionamentos

  • A Secretaria da Fazenda de SP informou que instaurou procedimentos administrativos e está colaborando com as investigações .

  • A Fast Shop confirmou que ainda não teve acesso ao teor completo da investigação, mas está aberta a colaborar com as autoridades.A Ultrafarma, até o momento, não se manifestou oficialmente sobre os fatos.A gravidade do caso se sobressai não apenas pelo montante envolvido, mas também pelo comprometimento da arrecadação estadual e da justiça fiscal. Se confirmado, o esquema teria envolvido autoridades públicas — como auditores fiscais — e grandes empresas, corroendo a integridade do sistema tributário paulista e violando a confiança dos cidadãos.

Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda de São Paulo informou que acaba "de instaurar processo administrativo para apurar, com rigor, a conduta do servidor envolvido", e que solicitou formalmente ao MP compartilhamento das informações.

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