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Terça-feira, 02 de Junho de 2026
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Bahia lidera ranking das cidades mais violentas do Brasil pelo terceiro ano consecutivo

Estado enfrenta críticas sobre políticas de segurança pública e vê Jequié assumir posição alarmante no Anuário de Segurança 2025

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Bahia lidera ranking das cidades mais violentas do Brasil pelo terceiro ano consecutivo
Mario Tama/Getty Imagens
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A Bahia permanece, pelo terceiro ano consecutivo, no topo do ranking das cidades mais violentas do Brasil, segundo os dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. O levantamento, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que cinco municípios baianos estão entre os dez com maiores taxas de mortes violentas por 100 mil habitantes no país. A situação acende o alerta vermelho para as autoridades e amplia o debate sobre a ineficácia das políticas públicas de combate à violência no estado.

Entre as cidades baianas que figuram na lista estão Jequié (2º lugar), Juazeiro (3º), Camaçari (4º), Simões Filho (7º) e Feira de Santana (10º). O caso mais preocupante é o de Jequié, que subiu uma posição no ranking em relação ao ano anterior, alcançando a taxa de 77,6 mortes violentas por 100 mil habitantes. Ao todo, foram registradas 131 mortes em 2024 na cidade, das quais 44 foram provocadas por intervenções policiais — o que chama ainda mais atenção para a letalidade das ações de segurança.

O estudo considera as mortes violentas intencionais (homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte, latrocínios e mortes decorrentes de ações policiais) e baseia-se em dados fornecidos pelas secretarias estaduais de segurança pública. Apesar dos investimentos anunciados pelo Governo da Bahia em equipamentos, efetivo e programas sociais, os índices demonstram que as medidas adotadas ainda não têm surtido o efeito esperado.

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Especialistas alertam que a ausência de políticas integradas de prevenção, o crescimento das facções criminosas e a fragilidade da inteligência policial contribuem diretamente para o agravamento da crise. Além disso, o alto número de mortes decorrentes de intervenções policiais também reacende o debate sobre a forma como o policiamento tem sido executado nas periferias das grandes cidades baianas.

Enquanto isso, cidades como Salvador, apesar de não aparecerem no topo do ranking, também enfrentam desafios diários com o avanço da criminalidade. A capital baiana, principal centro urbano do estado, sofre com a crescente sensação de insegurança entre moradores, o que afeta diretamente o comércio, o turismo e o ambiente de negócios.

O cenário atual impõe uma pressão crescente sobre o governo estadual, que terá de apresentar respostas concretas e efetivas à sociedade. A oposição, por sua vez, tem utilizado os números do Anuário como ferramenta de crítica à gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), cobrando ações mais duras e articuladas entre as esferas estadual e federal para enfrentar o problema.

A Bahia, que já foi destaque nacional por sua cultura, turismo e potencial econômico, hoje ocupa lugar de destaque em uma lista nada honrosa. A superação desse quadro exigirá mais que discursos e promessas: será preciso um pacto pela vida, com políticas públicas que aliem educação, geração de oportunidades e atuação policial estratégica e responsável.

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FONTE/CRÉDITOS: Redação
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