A mais recente pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta quarta-feira (23), revelou um cenário preocupante para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A aprovação do governo federal caiu para 39,2%, enquanto a reprovação subiu para 57,4%, o maior índice desde o início da atual gestão. Apenas 3,4% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não opinar.
Esse é o pior resultado registrado desde que Lula reassumiu a presidência em 2023. É também a primeira vez que a aprovação cai abaixo dos 40%, o que acende um sinal de alerta dentro do Palácio do Planalto. Segundo a série histórica do Instituto Paraná Pesquisas, esta é a quarta vez em que a reprovação ultrapassa a aprovação fora da margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais.
Comparação com pesquisas anteriores
No último levantamento, realizado em fevereiro, a aprovação estava em 42%, enquanto a reprovação era de 55%. Em relação a essa pesquisa, houve uma queda de 2,8 pontos percentuais na aprovação e um aumento de 2,4 pontos na reprovação. Embora a variação atual seja menos acentuada que a anterior — quando a reprovação subiu quatro pontos —, o quadro continua indicando um desgaste progressivo da imagem do governo.
Desafios para Lula em meio à queda de popularidade
O declínio nos índices de aprovação ocorre em meio a debates polêmicos sobre a economia, segurança pública e articulações políticas do governo federal. Analistas apontam que a percepção de estagnação econômica, aliada a tensões com o Congresso Nacional e críticas ao alto número de ministérios, contribuem para a insatisfação popular.
Além disso, há um desgaste natural enfrentado por presidentes no segundo ano de mandato, especialmente em períodos de crise fiscal, aumento da inflação ou dificuldades em aprovar reformas estruturantes.
O que dizem os especialistas?
Especialistas em ciência política ressaltam que a queda na aprovação, especialmente quando acompanhada por um crescimento contínuo da reprovação, pode influenciar a capacidade de governabilidade e impactar diretamente o desempenho de aliados nas eleições municipais de 2024.
Segundo o cientista político André Rosa, "Lula ainda mantém uma base fiel, mas o crescimento da rejeição mostra que a margem de tolerância com promessas não cumpridas está diminuindo".
A nova pesquisa reforça os desafios que o presidente Lula enfrentará nos próximos meses. Com a aprovação em queda e a reprovação em alta, o governo terá que intensificar sua comunicação, buscar resultados mais concretos e recuperar a confiança de uma parte do eleitorado que começa a demonstrar sinais de frustração.
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