Dois advogados foram presos em Salvador nesta terça-feira (22) durante uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), suspeitos de envolvimento em um esquema de estelionato, lavagem de dinheiro, patrocínio infiel e crimes contra idosos. Além deles, outros três profissionais do direito também são investigados por integrar e liderar uma organização criminosa formada por pelo menos 17 pessoas.
De acordo com as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), o grupo enganava aposentados e pessoas em situação de vulnerabilidade oferecendo falsas ações revisionais de contratos bancários. As vítimas, muitas vezes sem compreender o teor dos documentos que assinavam, eram induzidas a firmar contratos de cessão de crédito com valores muito inferiores aos que teriam direito.
O golpe se valia da aparência de legalidade: os idosos — com média de idade de 69 anos — eram levados a cartórios para reconhecer firma nos documentos, dando respaldo jurídico ao esquema fraudulento. Parte das vítimas foi atraída por meio de um site batizado como “Instituto de Defesa do Aposentado e Pensionista (IDAP)”, que simulava uma plataforma de orientação jurídica.
Ao acessar o site, os aposentados forneciam seus dados e, sem saber, autorizavam o grupo a ingressar com ações judiciais em seus nomes e desviar os valores obtidos. Segundo o MP-BA, até o momento já foram identificadas 215 vítimas, mas há indícios de que mais de mil pessoas possam ter sido lesadas nos estados atingidos pela operação.
Na Bahia, a ação contou com o apoio da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap). A investigação segue em andamento.
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