Pessoas bem próximas do presidente Lula não estão nada satisfeitas com o comportamento do senador Jaques Wagner quando questionado sobre a operação da Polícia Federal que investiga a ligação do ex-governador com Daniel Vorcaro.
Wagner sempre cita o nome de Lula, como se o chefe do Palácio do Planalto estivesse do seu lado independente de qualquer conclusão da Polícia Federal referente as acusações que atingem o ex-mandatário-mor da Bahia.
Wagner, que busca sua reeleição, fica remoendo assuntos que não agradam ao lulopetismo, como a prisão de Lula. Diz que o presidente Lula "sofreu uma injustiça muito maior".
Outro ponto é que Wagner vem dando declarações criticando a Polícia Federal, que vem tentando limpar a sujeira que toma conta da República, fazendo um trabalho imparcial e com independência, assentado no "doa a quem doer".
Wagner chegou a dizer que vai desmontar a "pataquada" da PF após citar seu nome na Operação Compliance Zero. A investigação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário.
E tem mais: a independência da honrosa instituição Polícia Federal é uma bandeira que vai ser usada na campanha da reeleição do petista-mor. Lembrando ao caro e atento leitor que o então presidente Bolsonaro trocava o diretor da PF quando as investigações caminhavam em direção aos filhos.
Jaques Wagner, que teve um papel importante na redemocratização do Brasil, tem todo o direito da ampla defesa. Politicamente falando, é preciso medir as palavras, sob pena de prejudicar a campanha da reeleição do companheiro Lula.

Comentários: