Pesquisa do instituto Real Time Big Data, realizada entre 6 e 10 de agosto para o Senado, deixou os coordenadores da campanha de Jaques Wagner, que busca a reeleição pelo PT, preocupados.
Acharam a diferença entre o parlamentar muito pouca em relação a João Roma (PL) e Angelo Coronel (PSD), ambos com 15%. Wagner pontuou 20%. O ex-ministro Rui Costa obteve 25%.
A opinião entre os correligionários de Roma e de Coronel é que a candidatura de Wagner, em decorrência do envolvimento do ex-governador com o caso Banco Master, tende a ficar mais enfraquecida, caminhando para uma disputa acirrada com os dois adversários da oposição, em um empate técnico.
A preocupação-mor, no entanto, decorre de um disse-me-disse nos bastidores do staff oposicionista, longe dos holofotes e do povão de Deus, sobre um eventual acordo entre Roma e Coronel. O que estivesse melhor posicionado nas pesquisas, até um tempo estabelecido, abriria mão da candidatura para apoiar o outro.
A desistência de João Roma para apoiar Angelo Coronel, e vice-versa, seria uma "pá de cal na reeleição de Jaques Wagner", segundo uma liderança política em contato com a modesta Coluna Wense.
Não se sabe, pelo menos por enquanto, como irão se comportar João Roma, presidente estadual do PL, e Angelo Coronel, compadre do senador Otto Alencar (PSD), diante dessa reviravolta política.
"Onde há fumaça, há fogo" é, sem nenhum resquício de dúvida, o ditado popular que mais se encaixa nessa hipótese, que ainda está dando os primeiros passos, diria até que engatinhando.
Coisas da política, diria o saudoso jornalista Carlos Castello Branco na sua conceituada e imperdível coluna no então Jornal do Brasil.
Não é à toa que costumo dizer que o mundo da política é movediço, traiçoeiro, perverso e cruel, e que os menos espertos dão beliscão em azulejo. E com as unhas grandes.
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