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Política

TARCÍSIO, SUCESSÃO PRESIDENCIAL E O CLÃ BOLSONARO

Coluna Wense, 24 de setembro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
TARCÍSIO, SUCESSÃO PRESIDENCIAL E O CLÃ BOLSONARO
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Um eventual encontro de Donald Trump com Lula, sendo considerado como uma retomada do relacionamento entre os Estados Unidos e o Brasil, vai enterrar de vez todo frisson de Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado (PL-SP). 

É incrível como o filho número 3 do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro ainda mantém acesa a esperança de que vai ser candidato à Presidência da República na sucessão de 2026. É melhor acreditar na existência da mulher de sete metros que perambulava na rodovia Itabuna-Ilhéus completamente nua.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ex-petista de carteirinha, que tinha um bom relacionamento político com José Dirceu, então ministro-chefe da Casa Civil do então governo Lula, disse que a insistência de Eduardo de ser candidato à revelia de Bolsonaro "irá ajudar a matar o pai". 

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Esse "matar o pai" diz respeito a uma piora no inferno astral do ex-morador do Alvorada em decorrência de uma desistência de Tarcísio de Freitas (Republicanos) de concorrer no pleito presidencial de 2026. 

O governador de São Paulo, gestor do Estado que tem o maior colégio eleitoral do Brasil, é o representante da direita que pode evitar à reeleição de Lula, o governo Lula 4. 

Lembrando ao caro e atento leitor que Tarcísio já prometeu à família Bolsonaro indultar o ex-presidente se eleito para o cargo mais cobiçado do Poder Executivo. 

Outro ponto é que o próximo chefe do Palácio do Planalto vai indicar três ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário.

A inelegibilidade de Bolsonaro, decretada pelo TSE, seria questionada na Alta Corte. Dos 11 julgadores, o tarcisismo contaria com 5 votos: 3 das indicações, Nunes Marques e André Mendonça indicados
pelo então presidente Bolsonaro. Bastaria mais um voto para formar a maioria.

O que se comenta nos bastidores do staff de Tarcísio de Freitas é que a candidatura do chefe do Palácio dos Bandeirantes fica condicionada a uma união do clã Bolsonaro em torno do seu nome.

Salta aos olhos que o ex-presidente Bolsonaro vai exigir a indicação do vice de Tarcísio. Como Eduardo Bolsonaro é carta fora do baralho e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro prefere a disputa por uma vaga no Senado, sobra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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