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Quinta-feira, 01 de Outubro 2026
Política

CIRO GOMES, ACM NETO E FLÁVIO BOLSONARO

Coluna Wense, 21 de julho de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
CIRO GOMES, ACM NETO E FLÁVIO BOLSONARO
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Correligionários de Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará, são da opinião de que o PT associa sua imagem a de Flávio Bolsonaro (PL) para dificultar o caminho rumo ao Palácio da Abolição. 

Ciro tem o apoio do PL cearense. Mas já deixou bem claro que não quer o filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro ao seu lado. 

O mesmo acontece com ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil. O lulopetismo anda dizendo que o ex-prefeito de Salvador é aliado do número 1.

A convenção do União Brasil, marcada para a próxima quarta-feira, 22 de julho, vai oficializar o nome de ACM Neto como candidato ao governo da Bahia. 

Salta aos olhos que Ronaldo Caiado (PSD), o candidato de ACM Neto, não foi convidado para a convenção. Sua presença seria uma explícita desconsideração a João Roma, o PL e, por tabela, ao bolsonarismo. 

Lembrando ao caro e atento leitor que João Roma, postulante a uma vaga no Senado, presidente estadual do PL, integra a chapa encabeçada por ACM Neto, que tem como vice Zé Cocá, ex-gestor de Jequié. 

A situação de João Roma é, no mínino, constrangedora. Seu silêncio diante do chega pra lá no primogênito do ex-presidente Bolsonaro, seu colega de partido, é ensurdecedor.

ACM Neto já declarou que seu candidato à sucessão de Lula é Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, que tem como vice Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. 

Não se faz mais política como antigamente. O ensinamento maquiavélico toma conta do processo político. É o vale-tudo para conquistar o poder, que cada um cuide do seu quintal. É o salve-se quem puder. 

Uma chapa presidencial com dois nomes do PSD, sendo um o comandante nacional da legenda, não terá o apoio da executiva estadual, presidida pelo senador Otto Alencar, que apoia o quarto mandato do petista-mor. 

Fidelidade partidária e programa de governo viraram "babaquices", coisa de político besta. O que interessa é a dinheirama dos fundos partidário e eleitoral, dinheiro dos cofres públicos.

Os presidentes nacionais das agremiações partidárias chegam a receber mais de R$ 52 mil por mês via fundo partidário, fora as mordomias e o acesso as tais das emendas parlamentares. 

Como não bastasse toda essa parafernália da política brasileira, ainda temos que ouvir um Flávio Bolsonaro dizendo que sua candidatura "é um projeto de Deus para o nosso país".

Que coisa, hein! Continuam usando o nome de Deus em vão, nesse lamaçal, cada vez mais fétido, que toma conta da República Federativa do Brasil.

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