Com todo esse emaranhado de acontecimentos, o mais recente envolvendo a tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, a possibilidade do senador Flávio Bolsonaro disputar à sucessão de Lula subiu no telhado.
O plano B volta à tona, que é Flávio ser o vice de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos, legenda ligada a Igreja Universal do Reino de Deus, abreviadamente IURD.
O clã Bolsonaro não abre mão de ter um representante da família na majoritária encabeçada pelo chefe do Palácio dos Bandeirantes. Do contrário, a frieza bolsonariana na candidatura de Tarcísio.
O problema é que o chamado centrão quer indicar o vice. O principal argumento é que o nome de Flávio pode "contaminar" a chapa, já que recentes pesquisas apontam uma rejeição de 60% em relação ao pai.
Nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, Tarcísio tem demonstrado que prefere o centrão indicando o vice, atraindo assim o PSD, PP, União Brasil e parte do MDB. O fundo eleitoral seria transformado em um "fundão" de milhões e milhões de reais.
Tarcísio sabe que o apoio do clã Bolsonaro é importante, bem como da direita bolsonariana. Um eventual atrito seria o maior "cabo eleitoral" da reeleição do presidente Lula, conquistando o governo Lula 4.
A missão de Tarcísio é espinhosa: agradar o centrão sem desagradar a família Bolsonaro.
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