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SURTO DE SANIDADE 

Coluna Wense, 14 de abril de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
SURTO DE SANIDADE 
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O consenso entre os médicos do ex-presidente Bolsonaro de que o melhor conselho é não disputar a sucessão de 2026, obviamente se conseguir reverter a inelegibilidade decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), passa a ser só uma questão de tempo.

"O presidente Bolsonaro já fez comigo cinco cirurgias abdominais, três extremamente delicadas, extremamente graves, que foram cirurgias demoradíssimas, e mais duas que foram menores", diz o médico Antônio Luiz Macedo.

Lembrando ao caro e atento leitor que o último procedimento cirúrgico, que aconteceu ontem, domingo (13), para tratar de um quadro de obstrução intestinal, durou mais de 12 h. 

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A direita, que tem o bolsonarismo como referência, lançou a expressão "surto de sanidade" como contraponto ao incontrolável desejo de Bolsonaro de buscar o segundo mandato, tendo como principal adversário o atual morador do Palácio do Alvorada, que quer continuar no exercício do cargo mais cobiçado do Poder Executivo. 

O "surto de sanidade" é assentado em dois fortes argumentos : a saúde de Bolsonaro e o pleito presidencial de 2026. No tocante ao primeiro, a opinião dos médicos de que a saúde de Bolsonaro requer imprescindíveis cuidados, já provoca um início de reflexão  na família. O ponto dois tem como arcabouços o indulto e a escolha de Tarcísio de Freitas como o nome do bolsonarismo na sucessão presidencial. 

Como a direita dar como favas contadas a eleição do presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos), o perdão jurídico seria emitido pelo Estado, extinguindo assim todas as condenações do ex-mandatário-mor do Brasil. 

O bolsonarismo, no entanto, quer mais uma promessa além do indulto : que o governador de São Paulo assuma o compromisso de que, se eleito, não será candidato à reeleição. É um "olho no padre, outro na missa", como diz a sabedoria popular.

Não se sabe ainda qual a posição da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos filhos número 1,2,3 e 4, se concordam ou não com a sugestão da direita, mais especificamente da identificada com o governador de São Paulo, sem dúvida a mais interessada pela inelegibilidade do ex-morador do Alvorada.

Inquestionável é a opinião de que qualquer candidatura representando a direita só terá viabilidade política e eleitoral se tiver o apoio do bolsonarismo com uma declaração pública do líder-mor. 

Todos os outros que se autointitulam como presidenciáveis da direita, com a escolha de Tarcísio pelo bolsonarismo, passam a ser postulantes a vice do chefe do Palácio dos Bandeirantes, como, por exemplo, Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás.

A conversa sobre o chamado "surto de sanidade" tende a ficar, com a proximidade do pleito presidencial, cada vez mais intensa, principalmente nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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