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Política

SUCESSÃO PRESIDENCIAL E OS ESTADOS UNIDOS

Coluna Wense, 11 de abril de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
SUCESSÃO PRESIDENCIAL E OS ESTADOS UNIDOS
Arte/Metrópoles sobre fotos de Vinícius Schmidt/Metrópoles
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "sabe onde as cobras dormem", como diz a expressão popular ao se referir a quem tem experiência em um determinado assunto.

O chefe do Palácio do Planalto, além do ingrediente da experiência, é portador de uma invejável astúcia política. Não é à toa que vive o seu terceiro mandato na Presidência da República.

O petista-mor sabe que a defesa da soberania, que é preceituada na Lei Maior como cláusula pétrea, no artigo 1º, inciso I, pode lhe render preciosos pontos nas pesquisas de intenção de voto.

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Lembrando ao caro e atento leitor que o silêncio conivente do bolsonarismo em relação ao tarifaço de Donald Trump oxigenou a reeleição do morador do Alvorada — o desejo de permanecer por mais quatro anos como maior autoridade do País.

O clã Bolsonaro, incluindo aí a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, madrasta dos filhos 01, 02, 03 e 04, não fez nenhum gesto, não tomou nenhuma atitude em relação ao tarifaço trumpista.

Aquela cena do então presidente Jair Messias Bolsonaro batendo continência para a bandeira dos Estados Unidos está incrustada na memória dos verdadeiros patriotas.

A imprescindível defesa da soberania não pode levar o presidente Lula a dar declarações provocativas que não coadunam com a função que exerce.

Ao ser questionado sobre a guerra dos Estados Unidos com o Irã, Lula disse que, se o presidente Donald Trump conhecesse "um nordestino nervoso", não faria a mesma coisa com o Brasil.

Já disse aqui que o puxa-saquismo da família Bolsonaro com Donald Trump é vergonhoso. Tem o cheiro daquilo que o gato esconde na areia. Chega a ser inacreditável.

Concluo dizendo que o povo brasileiro não merece um presidente que vai passar todo o governo defendendo os interesses dos Estados Unidos.

PS (1) — O eleitor, independentemente de ideologias, quer saber a opinião do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) em relação aos ataques de Donald Trump ao Pix, o sistema de pagamento eletrônico brasileiro. Como postulante à Presidência da República, não pode fugir de um assunto tão importante como o diabo foge da cruz.

PS (2) — Flávio Bolsonaro também precisa explicar, com mais clareza, sem subterfúgios e arrodeios, sua posição em relação ao interesse dos Estados Unidos nas terras raras e outros minerais do Brasil.

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Marco Wense

Publicado por:

Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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