O lulopetismo da Bahia sabe que deixar o senador Angelo Coronel (PSD) fora da majoritária é correr o risco de não reeleger o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Não à toa que o ministro Rui Costa, chefe da Casa Civil do governo Lula 3, passa a ser adepto da expressão "é melhor prevenir do que remediar", estreitando o relacionamento político com o Avante do empresário Ronaldo Carletto.
Dando como favas contadas que o Coronel vai ocupar uma das duas vagas para o Senado, uma eventual ida de Rui para o Avante não pode ser descartada. E tem todo o apoio de Carletto.
Rui Costa sabe que se depender do comando estadual do PT, sob o controle de Wagner, sua pretensão de concorrer à Câmara Alta vira um grande e inominável pesadelo.
Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que Wagner e Rui não são mais aqueles companheiros de priscas eras. É um pra lá, outro pra cá, caminhando por estradas diferentes.
Rui Costa, cria política de Jaques Wagner, já deu o primeiro passo para ter o apoio do Avante, convidando Carletto para ser seu suplente. O convite é atraente, já que Rui, eleito senador, com Lula sendo reeleito, vai virar ministro. Carletto, como suplente, assumiria sua vaga. Esse é o acordo entre o ex-governador e o dirigente-mor estadual do Avante.
E o PSB, PCdoB, PDT e o MDB, de que lado estão nesse imbróglio envolvendo a composição da majoritária da base governista? Do quarteto acima, só o MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel, já deu demonstrações de que vai ficar com Wagner nesse pega-pega com Rui Costa.
Volto a dizer que o presidente Lula só espera o momento certo para exigir do lulopetismo da Boa Terra uma solução para o problema.
A arrumação dessa majoritária ainda vai dar muito que comentar. Sem nenhuma dúvida, o assunto que chama mais atenção nesse emaranhado jogo pelo poder.

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