Que o presidente Lula e os senhores Fernando Haddad, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, respectivamente ministro da Fazenda e presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, se reúnam todos os dias para encontrar uma saída para amenizar o rombo nas contas públicas.
Inaceitável, diria até desumano, de uma inominável perversidade, é tomar medidas que possam piorar, ainda mais, a vida das pessoas da parte de baixo da pirâmide social.
O governo e o Congresso Nacional têm sua parcela de culpa na cada vez mais escancarada injustiça social, que tende a piorar e se transformar em um sério problema.
Que o quarteto acima discuta a antecipação do recolhimento de dividendos de estatais e, principalmente, os supersalários acima do teto constitucional. Inaceitável é ter na pauta a redução dos repasses federais para a educação básica.
E aí, não tem como não lembrar do saudoso e inesquecível Leonel de Moura Brizola : "A educação é a prioridade das prioridades".
A dinheirama distribuída para os parlamentares, através das emendas, foi uma festa. Tinha até as emendas Pix. E o pior é que sem prestar contas do dinheiro gasto.
"Catar dinheiro aqui e ali para cobrir buracos virou um cacoete de Haddad", diz a economista e advogada Elena Landau na sua coluna no Estadão. Que a cuia de Haddad tenha como alvo a classe privilegiada.
Até que ponto nosso Brasil chegou. Não à toa que cresce o movimento pedindo que Ciro Gomes reveja sua posição de não disputar o pleito presidencial de 2026.
O que se faz urgente é um estudo sobre cortes nas despesas públicas, principalmente naquelas consideradas como supérfluas, mais conhecidas como "mordomias", tanto por parte do governo como do Congresso Nacional.
Se as imprescindíveis providências não acontecerem com o objetivo de buscar o equilíbrio nas contas públicas, o caos passa a ser só uma questão de tempo. O Brasil vai parar.
Juízo, senhores representantes do povo. Lembrem que seus poderes emanam do povo, como preceitua a Lei Maior, a nossa Constituição.

Comentários: