Pelo andar da carruagem, Ciro Gomes vai terminar acertando novamente em relação ao julgamento da tentativa de golpe de Estado, da trama golpista de 8 de janeiro de 2023.
Digo "novamente" porque o ex-presidenciável, na então Operação Lava Jato, chamou atenção de que o açodamento do então juiz Sérgio Moro, na ânsia de condenar Lula, iria oxigenar as nulidades do processo.
Deu no que deu: Luiz Inácio Lula da Silva saiu da prisão, depois de longos e angustiantes 580 dias, se candidatou à presidência da República e saiu vitorioso.
Os advogados de Bolsonaro e do general Braga Neto bateram na mesma tecla, a do açodamento do ministro Alexandre de Moraes, prejudicando o direito constitucional de se defender. Moraes segue o mesmo caminho de Moro.
Sem nenhuma dúvida, a defesa mais inteligente no julgamento de hoje no STF foi a de José Luís Mendes, advogado do general Braga Neto.
Se um extraterrestre estivesse assistindo o julgamento, diria que a tentativa de golpe foi uma invencionice, que não houve nenhuma ruptura na ordem constitucional, que Jair Messias Bolsonaro agiu dentro das quatro linhas da Lei Maior.
O sempre bem informado Josias de Souza, conceituado jornalista do UOL Notícias, tem toda razão quando diz, com sua refinada ironia, que a quadrilha do golpe era "acéfala".
Será que Ciro Gomes vai acertar novamente?

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