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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Política

OTTO, WAGNER E A DOSIMETRIA: O BOLSONARISMO AGRADECE

Coluna Wense, 19 de dezembro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
OTTO, WAGNER E A DOSIMETRIA: O BOLSONARISMO AGRADECE
Geraldo Magela / Agência Senado
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O mistério envolvendo  Jaques Wagner e a proposta da dosimetria, aprovada pelo plenário do Senado, continua. Todo dia aparece um fato novo ou, se o caro e atento leitor preferir, uma nova narrativa.

Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e do PSD da Bahia, saiu em defesa do parlamentar petista. Otto disse que o entendimento "só veio depois de uma conversa do Wagner com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad".

Otto ainda alfinetou Gleisi Hoffmann (PT-PR), secretária de Relações Institucionais da Presidência da República, que criticou o acordo de Wagner com a oposição em torno da diminuição das penalidades dos condenados por atentarem contra o Estado Democrático de Direito, os golpistas de 8 de janeiro de 2023. 

Se referindo a Gleisi, Alencar declarou que a secretária desconhece o funcionamento do Senado. Finalizou dizendo que nunca recebeu um telefone de Gleisi, que Wagner tem sido o "carregador de piano" da Casa Legislativa. 

O enigma permanece. Fica difícil acreditar que Wagner, representando o governo Lula no Senado, faria um acordo com o bolsonarismo à revelia do presidente, sem consultá-lo. Se foi assim, então não pode mais continuar como líder. 

Fernando Haddad participou a Lula a conversa com Wagner? Perguntaria o caro e atento leitor. Fica difícil acreditar (2) que o ministro da Fazenda não comunicou ao chefe do Palácio do Planalto seu encontro com Wagner, que teve como escopo a aprovação da redução de benefícios fiscais em troca da diminuição das penas dos que participaram da trama golpista, beneficiando o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. O clã Bolsonaro penhoradamente agradece.

Portanto, nesse imbróglio todo, disse-me-disse pra lá e pra cá, o mistério continua. O presidente Lula foi o último a saber do acordo para diminuir a pena dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF)? 

Se o presidente Lula não foi comunicado sobre o acordo, principalmente com o oposicionismo bolsonariano, é sinal de alerta, de que não se faz mais companheiros como antigamente.

PS - Se Lula sabia do acordão, passa a ser um grande ator. Será convidado a fazer o papel principal da próxima novela da Globo. E Gleisi Hoffmann? Ficaria como a "bobinha da corte".

HR Multimídia

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Hélio Ricardo

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