O PSD da Bahia se comporta como se fosse um partido pequeno, sem expressão nacional, uma legenda nanica.
Lembrando ao caro e atento leitor que o PSD tem 115 prefeituras de 417 cidades. Um em cada 4 municípios é governado pela sigla.
O PSD vai ficar de fora da majoritária da base aliada governista. O senador Otto Alencar, que preside a sigla, jogou a toalha para a chapa rotulada de puro-sangue petista.

Otto deixou o compadre Angelo Coronel, colega de Parlamento e de agremiação partidária, a ver navios. Não se faz mais "compadre" como antigamente.
Otto Alencar abriu mão de indicar qualquer participação na majoritária do lulopetismo da Boa Terra. O PT vai ficar com três vagas: governador Jerônimo Rodrigues buscando o segundo mandato, o senador Jaques Wagner à reeleição e o ministro Rui Costa na outra vaga para o Senado da República.

A indicação do vice é do MDB dos irmãos Vieira Lima, Geddel e Lúcio, que é o presidente de honra do partido e o articulador-mor do emedebismo da Boa Terra, a de todos os santos e orixás.
O instituto da fidelidade partidária sucumbiu diante da conveniência e dos interesses do senador Otto Alencar, que optou por colocar o PSD como partido pequeno.
Agora é esperar como vão se comportar os alcaides do PSD com a defenestração, sem dó e piedade, do senador Angelo Coronel, que foi empurrado para a sarjeta pela sua própria legenda.
O anzol da infidelidade partidária só consegue fisgar os "peixes" miúdos, as "piabinhas" do movediço, cruel e traiçoeiro mundo da política.

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