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Política

OS IMBRÓGLIOS DA SUCESSÃO ESTADUAL

Coluna Wense, 6 de fevereiro de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
OS IMBRÓGLIOS DA SUCESSÃO ESTADUAL
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Em relação às duas majoritárias, uma encabeçada por Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição), a outra por ACM Neto (União Brasil), a da base aliada governista será mesmo de puro-sangue petista, com o senador Jaques Wagner concorrendo à reeleição e o ministro Rui Costa disputando a outra vaga para o Senado. 

A majoritária oposicionista, no que diz respeito à Câmara Alta, terá João Roma, presidente estadual do PL, legenda que abriga a família Bolsonaro, e o senador Angelo Coronel, que ainda não decidiu por qual partido irá buscar sua reeleição, se pelo União Brasil, Republicanos ou PSDB.

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Quanto a vice, começa a surgir um movimento para que José Ronaldo (União Brasil), prefeito de Feira de Santana, seja o vice de ACM Neto, corrigindo assim um erro na sucessão de 2022, já que o alcaide foi preterido. 

"Seria uma alegria enorme poder contar com Zé Ronaldo na vice", declarou o ex-chefe do Palácio Thomé de Souza. Lembrando ao caro e atento leitor que o gestor de Feira de Santana está sendo assediado pelo lulopetismo, mais especificamente pelo governador Jerônimo Rodrigues. 

E o vice da majoritária governista? Surge aí um novo imbróglio, já que querem deixar o MDB de fora, assim como fizeram com o senador Angelo Coronel, impiedosamente defenestrado.

Já disse aqui, no comentário de ontem, que os irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel, devem ficar com os olhos direcionados para o PSD do senador Otto Alencar e o Avante do empresário Ronaldo Carletto, sob pena de ser pegos de surpresa. Disse ainda que a política não costuma socorrer os que dormem. 

Lúcio e Geddel, percebendo as articulações para fazer com o MDB o que fizeram com o Coronel, já dão declarações de que não vão aceitar que o emedebismo fique de fora da majoritária, que a indicação do vice é uma prerrogativa da legenda.

Tem algum pega-pega na formação da chapa da oposição? A reposta é que pode ter. Não se sabe, pelo menos por enquanto, qual será a reação do deputado-bispo Márcio Marinho, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), comandante-mor do Republicanos, se a sigla ficar de fora da majoritária. 

Ainda tem muita água, suja e limpa, para passar por debaixo da ponte do processo eleitoral de 2026. Muitas surpresas e sobressaltos podem provocar novas análises políticas. O amanhã pode ser muito diferente do hoje. 

O cenário ficará mais transparente com a dissipação das nuvens cinzentas dando lugar a um céu de brigadeiro.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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