Acompanho e participo do processo político há muito tempo. Mas nunca presenciei tanto "tiro" no próprio pé em uma campanha. Chega a ser assustador. Em alguns casos hilariante.
Falo dos bolsonaristas e do clã Bolsonaro: o pai Jair Messias Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos 1,2,3 e 4, com destaque para o presidenciável Flávio Bolsonaro, o primogênito.
É incrível. É um "tiro" hoje, outro amanhã. O mais recente foi deflagrado pelo influenciador Paulo Figueiredo, fiel escudeiro dos irmãos Bolsonaro e um dos principais conselheiros do pré-candidato Flávio Bolsonaro.
O número 1, que vai representar a família Bolsonaro no pleito presidencial, está promovendo um encontro com as mulheres. Até aí, tudo bem.
Ao saber que a senadora Damares Alves, coordenadora do Mulheres Republicanas, não confirmou sua presença no evento, Paulo Figueiredo aflorou seu machismo: "Mulher vota mal para caralho".
Pessoas próximas de Damares (Republicanos-DF), que é amiga de Michelle, declararam que "os ataques misóginos, os xingamentos e palavras de baixo calão a afetaram emocionalmente".
Que coisa, hein! Os machistas de plantão são figuras putrefatas, nojentas, cujo cheiro lembra aquilo que o gato esconde na areia.
O que chama mais atenção é o silêncio ensurdecedor de Flávio Bolsonaro diante do machismo do amigo e conselheiro. E olhe que o enteado da madrasta Michelle andou dizendo que tem um maior respeito pelas mulheres.
Pelo andar da carruagem (1), o bolsonarismo vai ficar sem os "dedos" dos pés. Pelo andar da carruagem (2), os próximos "tiros" serão nos dedos das mãos.
PS - Para os irmãos Bolsonaro, a ex-primeira-dama não é uma bolsonaro. É apenas uma madrasta. Não pertence ao clã Bolsonaro. É uma estranha. Não tem laços de sangue. A disputa pelo espólio eleitoral do ex-morador do Palácio do Alvorada só está começando.

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