O governador Jerônimo Rodrigues (PT), que sonha em igualar seu currículo político ao de Jaques Wagner e Rui Costa, duas vezes governador da Bahia, surpreendeu a todos pela sua sinceridade.
Diria que o "sincerismo" do chefe do Palácio de Ondina salta aos olhos. Jerônimo declarou, sem nenhum tipo de constrangimento, que a Bahia "já acumula uma dívida consolidada superior a R$ 32 bilhões junto a instituições financeiras".
E mais: que os empréstimos, que já totalizam R$ 26 bilhões, não vão resolver o grave e gigantesco problema financeiro do Estado. Popularmente falando, sem arrodeios ou coisa similar, o Estado tá quebrado.
Lembrando ao caro e atento leitor que 23 empréstimos já foram realizados. E tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. "O volume de recursos não consegue enfrentar as dificuldades estruturais da Bahia", disse Jerônimo Rodrigues.
O governador atribui parte da grave situação financeira a uma perseguição política durante os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), hoje preso na Papudinha. Segundo Jerônimo, os dois ex-presidentes "impediram as liberações de créditos, mesmo com o cumprimento das exigências técnicas".
Que coisa, hein! Se R$ 23 bilhões não são suficientes para, pelo menos, diminuir a gravidade da situação, é porque a coisa está mesmo sem controle.
O próximo governador da Boa Terra vai viver o dilema da chamada "herança maldita". Se Jerônimo Rodrigues for reeleito, a "herança maldita" do seu próprio governo.

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