A qualquer momento, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que tem o PL como abrigo partidário, pode começar a cumprir o resto da pena na temida penitenciária da Papuda.
O Supremo Tribunal Federal (STF), mais especificamente a Primeira Turma, indeferiu todos os recursos da defesa do ex-morador do Palácio do Alvorada.
A esperança do bolsonarismo é um pedido de prisão domiciliar humanitária, assentado no fato de que a saúde do ex-mandatário-mor do Brasil está debilitada. Lembrando ao caro e atento leitor que Bolsonaro já foi submetido a vários procedimentos cirúrgicos.
Mas o que está chamando mais atenção é a ausência dos bolsonaristas nas ruas diante de uma decisão de mandar Bolsonaro para a temida e apavorante Papuda.
Onde andam os governadores-presidenciáveis que querem disputar a sucessão de 2026, que ficam brigando entre si para ser o receptor do espólio eleitoral de Bolsonaro? Vão deixar o maior "cabo eleitoral" a ver navios?
Essa frieza da direita é a prova inconteste de que o mundo da política é movediço, traiçoeiro e ingrato. Aos poucos vão isolando o "mito". As manifestações na Avenida Paulista e na praia de Copacabana são coisas do passado.
Josias de Souza, jornalista da Uol Notícias, definiu muito bem o inferno astral pelo qual passa Jair Messias Bolsonaro: "A trilha sonora do crepúsculo de Bolsonaro é o silêncio das ruas".

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