No Brasil é assim: acabou uma eleição, a outra começa no outro dia. A próxima envolve a escolha de deputados (federal e estadual), senador, governador e presidente da República.
Obviamente que falo de 2026, com os resultados clareando o que pode acontecer em 2028 na sucessão dos prefeitos e no pleito para sufragar os que vão representar a população na Câmara de Vereadores.
No caso de Itabuna, com o prefeito Augusto Castro (PSD) dando como favas contadas a eleição da primeira-dama, Andrea Castro (PSD), para o Parlamento estadual, o desenrolar da campanha pode definir quem Augusto pode apoiar na sua sucessão, já que está impossibilitado de disputar o terceiro mandato consecutivo (re-reeleição).
O chefe do Executivo vai observar o empenho dos postulantes à sua sucessão na campanha da primeira-dama. Por enquanto, três nomes despontam como prefeituráveis: secretária Sônia Fontes (Infraestrutura e Urbanismo), vice-prefeito Júnior Brandão (PV) e o vereador Manoel Porfírio (PT), presidente da Casa Legislativa.
A informação que vem dos bastidores, do staff político mais próximo de Augusto, é que o nome da preferência do gestor é o de Sônia Fontes. Não sei informar se a secretária é filiada a alguma legenda.
Do trio dos prefeituráveis, Porfírio é o que menos tem chance de ser o candidato de Augusto. O pega-pega entre ele e Sônia Fontes contribuiu para que o edil seja o menos cotado. De 1 a 10, a possibilidade não chega a 2.
O vice Júnior Brandão, em que pese ser de confiança de Augusto e ter um bom relacionamento político com o alcaide, é tido como um prefeiturável que não empolga.
Na modesta opinião da Coluna Wense outro nome deve surgir, com o prefeito sendo o padrinho da candidatura. Com efeito, Augusto Castro tem pela frente a difícil missão de convencê-lo a disputar o pleito sucessório de 2028.
Até lá, muita água, suja e limpa, para passar por debaixo da ponte da sucessão, mais especificamente a que dá acesso ao bairro São Caetano e a cobiçada Prefeitura de Itabuna.
E quem seria esse candidato do prefeito Augusto Castro? Por enquanto, uma só pista: é um médico, cuja família não quer nem ouvir falar do assunto.
PS - Augusto Castro tem que apoiar um candidato que deposite nele a certeza de que terá seu apoio para o Parlamento federal na eleição de 2030, quando pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Portanto, todo cuidado será pouco. O mundo da política é movediço, cruel e traiçoeiro. A criatura, uma vez no poder, costuma dar um chega pra lá no criador.
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