O fato político mais comentado no fim de semana foi o encontro do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) com Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié.
Obviamente que a conversa não foi sobre o campeonato brasileiro, envolvendo o Bahia e o Vitória. Salta aos olhos que o assunto foi a sucessão do governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição).
O chefe do MDB, que tem o irmão Lúcio Vieira Lima como presidente de honra da legenda, declarou que foi "uma ótima conversa". No seu perfil no Instagram, disse que Cocá "é um jovem e qualificado quadro da política baiana".
A intenção de Geddel é mostrar para o lulopetismo que o MDB está trabalhando pela reeleição de Jerônimo, que é mais uma demonstração da grandeza do partido, "ainda que com sacrifícios pessoais muitas vezes não reconhecidos".
Que "sacrifícios pessoais" seriam estes? O que se comenta nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, é que Geddel já estaria aceitando a possibilidade de Geraldo Júnior não ser mais o vice do chefe do Palácio de Ondina.
Qual seria o plano B de Geddel? A opinião, não só na base governista como da oposição, é que o chefe do MDB quer Cocá como vice de Jerônimo no lugar de Geraldo Júnior, com o prefeito de Jequié se filiando ao MDB.
Até agora nenhum pronunciamento da executiva estadual do PP e de suas principais lideranças políticas sobre o plano B de Geddel Viera Lima.

No sul da Bahia, a expectativa gira em torno de Jabes Ribeiro, ex-gestor de Ilhéus por quatro mandatos e secretário-geral do Partido Progressista (PP).
O que pensa Jabes sobre o plano B de Geddel?

Comentários: