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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Política

O DILEMA DE ACM NETO

Coluna Wemse, 2 de abril de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
O DILEMA DE ACM NETO
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"Entre a cruz e a espada" é o ditado popular que define o dilacerante dilema de ACM Neto diante do pleito presidencial de 2026.

Não é aconselhável ficar agradando a dois senhores. A principal consequência é desagradar ambos. Falo dos presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD).

O ex-alcaide de Salvador, pré-candidato à sucessão do governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição), corre o risco de cometer o mesmo erro da campanha de 2022.

O tiro do "nem um (Lula), nem o outro (Bolsonaro)", terminou saindo pela culatra. Vale lembrar que João Roma, presidente do PL, abrigo partidário do clã Bolsonaro, integra a majoritária oposicionista como postulante a uma vaga no Senado da República. 

O murismo de ACM Neto já começa a irritar lideranças do Partido Liberal. "Não é possível que Flávio Bolsonaro não tenha um palanque. Todos nós baianos queremos saber de fato como ficará o tabuleiro aqui na Bahia", diz o Capitão Alden, deputado federal eleito pelo PL da Boa Terra, a de todos os santos e orixás. 

O compromisso de ACM Neto não é de fidelidade partidária. Sua legenda, o União Brasil, não tem candidatura própria ao cargo mais cobiçado do Poder Executivo.

Concluo dizendo que o eleitorado não gosta de candidato que não toma posição diante dos conflitos inerentes ao movediço e traiçoeiro mundo da política. Costuma chamá-lo de "candidato vaselina".

HR Multimídia

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Hélio Ricardo

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