O Partido Democrático Trabalhista (PDT), fundado pelo saudoso e inesquecível Leonel de Moura Brizola, precisa de uma reformulação urgente, sob pena de um enterro sob 12 palmos de terra.
A legenda vem definhando dia a dia. Se nada for feito, o caminho natural vai ser a temida cláusula de barreira, uma espécie de morada das agremiações partidárias rotuladas de nanicas.
O PDT vai perder mais dois deputados federais, Leo Prates (BA) e Mauro Benevides (CE). Este último ligado ao ex-presidenciável e ex-filiado Ciro Gomes. O parlamentar baiano a ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil.
Sobre Leo Prates, até as freiras do convento das Carmelitas sabiam que sua estadia no PDT seria curta. O relacionamento político com o também deputado federal Félix Júnior, chefe estadual da legenda, estava deteriorado. Coluna Wense de 31 de outubro de 2025: "Leo Prates não se encontra politicamente confortável no PDT. Deve procurar outro abrigo partidário".
Lembrando ao caro e atento leitor que programa partidário e estatuto não têm nenhuma influência na filiação. Se filiar a um partido em decorrência destes dois itens passou a ser coisa de político abestalhado. O que interessa é a proposta do faz-me rir do fundo eleitoral para a campanha.
Pelo andar da carruagem, os fundos eleitoral e partidário do PDT, com a perca de deputados federais, vão definhar. O partido vai deixar de ter essa "moeda" para atrair os postulantes ao Parlamento federal.
O PDT, com a saída de Ciro Gomes, que era contra ao partido ser um "puxadinho do PT", deixou de ter uma referência nacional. E uma referência como Ciro Gomes, o político mais preparado da República Federativa do Brasil.
Portanto, ou o PDT se renova, começando de cima para baixo, ou passa a ser um partido nanico para a tristeza dos verdadeiros brizolistas e pedetistas.