Na política, o básico, diria até que rudimentar, é dizer que o que está sendo bom para oposição é ruim para a situação. "Elementar, meu caro Watson!", diz o clássico jargão de Sherlock Holmes.
É o que vem acontecendo com o senador Jaques Wagner, ex-governador da Bahia por dois mandatos, que vive o pior inferno astral da sua carreira política.
Sua permanência como líder do governo na Câmara Alta é um presente antecipado de natal para o oposicionismo. Jaques Wagner seria o "papai Noel" do clã Bolsonaro.
"Se a oposição pudesse, mandaria um abaixo-assinado ao Planalto pedindo que o mantivesse até outubro", diz o jornalista Elio Gaspari.
Não tem mais condições de Wagner continuar no cargo, sob pena de comprometer à reeleição do presidente Lula.
Só tem um caminho para Wagner: entregar o cargo de líder do governo no Senado da República. Do contrário, é só constrangimento ao companheiro Lula, que já começa a dar claros sinais de que não quer mais Jaques Wagner na liderança.
O PT, o lulopetismo e o lulismo vão ter que escolher entre o companheirismo e o quarto mandato de Lula.

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