O bolsonarismo comemora a retomada do caso dos respiradores envolvendo Rui Costa (PT), ex-governador da Bahia e atual ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula 3.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu a prisão do ex-presidente Bolsonaro (PL) como participante da trama golpista de 8 de janeiro de 2023, peticionou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que envie o caso dos respiradores ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A matéria estampou a primeira página do Estadão de hoje: "Gonet cita indícios de crime de Rui Costa em contrato na Bahia e pede retomada de inquérito no STJ".
O staff bolsonarista acompanha o assunto com bastante interesse. A unânime opinião é que o caso dos respiradores, que causou um prejuízo de R$ 45 milhões e não foram entregues, vai colocar o governo em uma situação delicada.
Lideranças bolsonaristas no Congresso Nacional já tomaram como prioridade usar a tribuna das duas Casas Legislativas - Senado e Câmara dos Deputados - para cobrar uma posição de Flávio Dino, que foi indicado pelo presidente Lula.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, filho número 3 do ex-morador do Palácio do Alvorada, ficará encarregado de propagar o caso dos respiradores na imprensa dos Estados Unidos.
Sempre é assim. Quando um grupo político vem sendo atacado, logo, logo, aparece o revide na mesma proporção.
O ditado popular que mais encaixa na política é o "quem tem telhado de vidro não pode jogar pedra no telhado do vizinho".
O que chama à atenção é que os escândalos, de um lado e do outro, governo e oposição, não abalam a polarização lulismo versus bolsonarismo, que continua forte. Esse odiento confronto vai enterrando o Brasil.