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Política

NÃO SE FAZ MAIS COMPADRE COMO ANTIGAMENTE

Coluna Wense, 13 de janeiro de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
NÃO SE FAZ MAIS COMPADRE COMO ANTIGAMENTE
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Não se faz mais compadre como antigamente. O exemplo-mor acontece com os senadores Otto Alencar e Angelo Coronel, ambos do PSD.

Otto Alencar, presidente estadual da legenda, já bateu o martelo para a chapa puro-sangue, composta pelas três principais lideranças do lulopetismo da Boa Terra: governador Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa. 

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A única esperança do Coronel de participar da majoritária foi enterrada com a decisão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) de disputar à reeleição para o governo de São Paulo em decorrência da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República. 

Quem acompanha a modesta Coluna Wense sabe que venho dizendo que o clã Bolsonaro, com destaque para o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, não confia em Tarcísio.

O motivo dessa desconfiança é Tarcísio, depois de eleito, criar seu próprio caminho político com o surgimento de uma nova corrente política: o  tarcisismo, dando um chega pra lá no bolsonarismo. 

Se Tarcísio mantém à pré-candidatura à sucessão de Lula, Gilberto Kassab, dirigente-mor do PSD, estaria entre os nomes que iria buscar o apoio de Tarcísio para o Palácio dos Bandeirantes. Como contrapartida, Tarcísio reivindicaria que o PSD da Bahia apoiasse sua candidatura no pleito presidencial de 2026. Angelo Coronel sairia candidato à reeleição pela sua agremiação partidária.

Outro ponto é que Tarcísio exigiria o rompimento do PSD com a base aliada jeronista. Salta aos olhos que o pragmático Gilberto Kassab não deixaria de atender as exigências do presidenciável governador de São Paulo por causa da gratidão de Otto Alencar pelo governador Jerônimo Rodrigues, que ficou mais acentuada depois da indicação de Otto Filho para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). 

Fico a imaginar o que se passa pela cabeça do Coronel em relação ao compadre Otto, que nada faz diante da maldade do PT em transformá-lo em "cabo", defenestrando da majoritária sem dó e piedade. 

Coisas da política, diria o saudoso jornalista Carlos Castello Branco na sua conceituada coluna no então Jornal do Brasil. Que saudades! A coluna do Castelinho, como era carinhosamente chamado, era imperdível. 

O processo político é movediço, cruel e traiçoeiro. Não se faz mais "compadre" como antigamente.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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