Se tem um princípio no processo político cada vez mais deixado de lado, não tenho a menor dúvida que é o da isonomia. Começa logo pelo tratamento diferenciado que tem os dirigentes partidários, principalmente em relação ao dinheiro do fundo eleitoral, que vem dos cofres públicos. Outro ponto é a liberação de emendas parlamentares para os deputados estaduais, candidatos à reeleição, perto do pleito. A Bahia vai pagar cerca de R$10,2 milhões para cada um dos 63 parlamentares. A "paridade de armas" deu lugar para a desigualdade, para o abuso do poder político e econômico. Os privilegiados estão "armados até os dentes", como diz a expressão popular.
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