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Quarta-feira, 07 de Outubro 2026
Política

LULA, BOLSONARO E 2025 

Coluna Wense, 1 de janeiro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
LULA, BOLSONARO E 2025 
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Duas preocupações vão atingir o lulismo e bolsonarismo no ano de 2025, respectivamente em relação à economia e a inelegibilidade de Bolsonaro decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Quanto ao impedimento do ex-presidente de disputar a sucessão de 2026, tem uma ala do bolsonarismo otimista, apostando que a decisão do TSE será derrubada pelo STF ou por uma anistia via Congresso Nacional. 

O problema é que Bolsonaro não confia em nenhum dos governadores que se autointitulam como presidenciáveis, com destaque para o do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O que se comenta nos bastidores do bolsonarismo, longe dos holofotes e do povão de Deus, é que Bolsonaro (PL) prefere apontar um dos filhos para o pleito presidencial, até mesmo para perder. 

O ex-mandatário-mor do país sabe que todos esses pré-candidatos ávidos para transformá-lo em um invejável "cabo eleitoral", ganhando a eleição, já começa a trabalhar pela reeleição, dando um chega pra lá no bolsonarismo. Seguro morreu de velho, diz a sabedoria popular. 

No tocante ao presidente Lula, tem pela frente dois pontos que podem impedir sua legítima busca por um quarto mandato : a sua saúde e um descontrole na condução da política econômica, o que deixaria Fernando Haddad, ministro da Fazenda, como carta fora do baralho em 2026. 

Haddad tem dois grandes desafios para 2025 : reverter a grave crise fiscal, cada vez mais preocupante, e evitar que a alta dos juros prejudique a chamada economia real. Lembrando ao caro e atento leitor, mais especificamente aos petistas, que 61% dos brasileiros, conforme pesquisa do Datafolha, são da opinião de que "a economia brasileira está no caminho errado". 

Portanto, 2025 será decisivo para o lulismo e bolsonarismo. Se as duas correntes sucumbirem, a chance de um presidenciável representante de uma "terceira via" pode crescer, tendo como consequência o esfriamento da polarização Lula versus Bolsonaro.

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