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Política

JOÃO ROMA E A SUCESSÃO ESTADUAL

Coluna Wense, 15 de janeiro de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
JOÃO ROMA E A SUCESSÃO ESTADUAL
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João Roma, presidente estadual do PL, ex-ministro do então governo Bolsonaro, passa a ser a "tábua de salvação" da reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). 

Parece estranho, mas é isso mesmo: João Roma é o fiel da balança do segundo mandato do chefe do Palácio de Ondina, que quer igualar seu currículo político ao de Jaques Wagner e Rui Costa, duas vezes governador da Boa Terra. 

Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que um rompimento do senador Angelo Coronel (PSD) com o PT pode levar o favoritismo de ACM Neto (União Brasil) a ficar mais consolidado.

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Como condição para romper com a base aliada do lulopetismo, Angelo Coronel, que tem o apoio da maioria dos prefeitos do PSD, quer ser o único candidato a senador (reeleição) na majoritária oposicionista encabeçada por ACM Neto. 

O problema é convencer Roma a desistir da disputa pelo Senado. Um atrito com o PL é suicídio político. Além de se indispor com o eleitorado bolsonarista, tem o bom tempo de TV e muito dinheiro do fundo eleitoral, que é a "galinha" dos ovos de ouro do pleito de 2026.

Prevendo que ACM Neto não vai ter sucesso nessa articulação de convencer João Roma a abrir mão da sua candidatura ao Senado, o Coronel começa a dar sinais de que pode aceitar os mimos do PT envolvendo seus dois filhos, o deputado estadual Angelo Coronel Filho e o federal Diego Coronel, ambos do PSD. 

Angelo Filho teria o apoio do PT e das legendas aliadas para ser o próximo presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALBA). Diego Coronel seria o vice de Jerônimo. 

O governador e Diego Coronel já estão conversando. Salta aos olhos que no encontro uma pergunta é sempre feita: E o MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel, como fica? A legenda tem a prerrogativa de indicar o vice de Jerônimo. 

João Roma pode ser a "tábua de salvação" da reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. Outro lembrete é que mais de 50 prefeitos do PSD fazem parte do clã do Coronel.

Pelo andar da carruagem, a majoritária puro-sangue, idealizada pelo senador Jaques Wagner, considerado o "bruxo" da política da Bahia, vai vingar. 

PS - Arrumaram um jeito, o chamado "jeitinho brasileiro", de resolver os imbróglios inerentes ao processo político: agradar os filhos e as esposas das lideranças políticas.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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