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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
Política

JOÃO ROMA E A DECLARAÇÃO SELETIVA

Coluna Wense, 21 de junho de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
JOÃO ROMA E A DECLARAÇÃO SELETIVA
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Todo cuidado é pouco com as delações que visam proteger os aliados, direcionadas para atingir somente adversários e grupos políticos. É a chamada delação seletiva, com o delator deixando de fora da sua "colaboração" os amiguinhos. O mesmo raciocínio vale para as "declarações seletivas". 

João Roma, presidente estadual do PL e pré-candidato a senador, quando questionado sobre o envolvimento de Jaques Wagner (PT) com o Banco Master, defende uma apuração "com o rigor da lei". 

Nesse ponto, o ex-ministro do então governo Jair Messias Bolsonaro tem toda razão. E aí me lembro do saudoso escritor Fernando Sabino: "Para os pobres, é dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Para os ricos, é dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica". 

O problema é que João Roma, na sua declaração sobre a Operação Compliance Zero, não cita o nome do amigo banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. 

Concluo dizendo que não é só o PT que tem "companheiros". João Roma também tem.

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