Todo cuidado é pouco com as delações que visam proteger os aliados, direcionadas para atingir somente adversários e grupos políticos. É a chamada delação seletiva, com o delator deixando de fora da sua "colaboração" os amiguinhos. O mesmo raciocínio vale para as "declarações seletivas".
João Roma, presidente estadual do PL e pré-candidato a senador, quando questionado sobre o envolvimento de Jaques Wagner (PT) com o Banco Master, defende uma apuração "com o rigor da lei".
Nesse ponto, o ex-ministro do então governo Jair Messias Bolsonaro tem toda razão. E aí me lembro do saudoso escritor Fernando Sabino: "Para os pobres, é dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Para os ricos, é dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica".
O problema é que João Roma, na sua declaração sobre a Operação Compliance Zero, não cita o nome do amigo banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Concluo dizendo que não é só o PT que tem "companheiros". João Roma também tem.

Comentários: