Jabes Ribeiro, ex-prefeito de Ilhéus, maior liderança do Progressistas (PP) no sul da Bahia, disse na Rádio Bahiana, programa Falando Direito, que desistiu da sua candidatura ao Palácio Paranaguá em decorrência de um acordo com ACM Neto.
Como contrapartida pela desistência, ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, teria prometido que Valderico Reis, caso ganhasse a sucessão de Mário Alexandre (PSD), lhe apoiaria para o Parlamento federal.
Valderico Reis, da mesma legenda do ex-gestor soteropolitano, saiu vitorioso do processo sucessório. Jabes quer o cumprimento do que foi acordado.
Com efeito, Jabes Ribeiro, considerado o "bruxo" da política de Ilhéus, tem dito, em conversas reservadas, que se saísse candidato, Adélia Pinheiro, prefeiturável do PT, ganharia a eleição.

O problema é que Valderico Reis caminha para apoiar à reeleição do deputado federal Leur Lomanto Júnior, do União Brasil, partido do alcaide.
Salta aos olhos que ACM Neto não iria fazer um acordo com Jabes Ribeiro sem o conhecimento de Valderico Reis, que continua em silêncio diante do assunto, o que termina deixando os jabistas e seu líder-mor com pulgas atrás das orelhas.
O comando estadual do PP, tendo na linha de frente a principal liderança da sigla, ex-vice-governador João Leão, vai cobrar de ACM Neto o cumprimento do acordo. Só espera o momento certo.
Concluo dizendo que o simples fato de Jabes tornar público o acordo, é um sinal de que anda desconfiado, com um olho no padre, outro na missa.

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