Só os machistas, imbecis de plantão, acham que a política é atividade do sexo masculino. As mulheres precisam reagir a esse inaceitável preconceito.
O projeto de lei para criminalizar a misoginia, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), já foi aprovado pelo Senado. Vai agora para à Câmara dos Deputados, a outra Casa Legislativa do Congresso Nacional.
O projeto diz que é "discriminatória qualquer atitude ou tratamento que cause constrangimento, humilhação, vergonha, medo ou exposição indevida, de forma que não ocorreria com homens". O "dura lex, sed lex" é de dois a cinco anos de prisão. A lei é dura, mas é a lei.
Dos pré-candidatos ao pleito presidencial de 2026, somente Lula (PT) manifestou apoio total ao projeto. Flávio Bolsonaro (PL) disse que o texto precisa sofrer alterações. Ronaldo Caiado (PSD) optou pelo silêncio. Romeu Zema (Novo) foi contra a proposta.
A posição de Zema não causou nenhuma surpresa. O ex-governador de Minas vem fazendo de tudo para agradar o bolsonarismo rotulado de raiz. O argumento usado pelo presidenciável é, no mínimo, ridículo. Segundo ele, a proposta é um atentado à liberdade de expressão.
Itabuna tem três pré-candidatas ao Parlamento estadual: a primeira-dama Andrea Castro (PSD), a médica Silvia Rodrigues (PL) e a contadora e ex-vereadora Charliane Sousa, salvo engano filiada ao MDB.
As três postulantes a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado deveriam deixar a disputa política de lado, se unir e fazer uma declaração de apoio ao projeto de lei da senadora Ana Paula.
Fica a sugestão. Concluo repetindo o primeiro parágrafo da coluna de hoje: só os machistas, imbecis de plantão, acham que a política é atividade do sexo masculino.

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