"Enquanto ataca eleição no Brasil, Trump proíbe críticas a ditadores aliados", é o título da matéria de hoje de Jamil Chade, jornalista do Uol Notícias.
Segue abaixo, ipsis litteris, dois parágrafos.
(1) - "O governo de Donald Trump instituiu seus diplomatas pelo mundo a não se pronunciarem mais sobre a eventual falta de transparência, fraude ou irregularidades em eleições em outros países, sempre que ficar determinado que o governo em questão responde a um interesse estratégico dos EUA. Fica ainda vedado comentar sobre os "valores democráticos" de outros governos."
E aí não tem como deixar de imaginar se essa orientação partisse do governo Lula, mais especificamente em relação a Cuba e Venezuela. O bolsonarismo faria duras críticas.
Quer dizer que somente os EUA, em nome de um interesse estratégico, podem fazer vistas grossas para os regimes ditatoriais?
(2) - "Num telegrama enviado para todos os postos americanos pelo mundo, o secretário de Estado Marco Rubio orientou seus funcionários sobre como devem proceder a partir de agora. A ordem é simples: o interesse dos EUA de manter uma aliança deve ser prioridade, e não seu posicionamento sobre a existência ou não de uma democracia ou direitos humanos".
Os EUA podem ter suas prioridades e conveniências. O Brasil, não.
Concluo com uma pertinente e oportuna pergunta: O que o bolsonarismo acha desse posicionamento do governo Trump?

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