É impressionante o silêncio dos empresários do agronegócio, desse importante segmento da economia que emprega milhares de brasileiros, diante de um Eduardo Bolsonaro da vida.
O tarifaço de 50% sobre os produtos nacionais pode gerar uma perda de quase US$ 6 bi ao agronegócio. A sabedoria popular costuma dizer que "quem cala, consente".
A mais recente irresponsabilidade do filho número 3 do ex-presidente Bolsonaro, "patriota" de araque, de mentirinha, como se fosse uma cédula de R$ 3, é uma nota pública sendo contra a comitiva de senadores que irá aos Estados Unidos para negociar a escandalosa sobretaxa.
E olhe, caro e atento leitor, que dois ex-ministros do então governo Bolsonaro fazem parte da comitiva: Tereza Cristina (Agricultura) e Marcos Ponte (Ciência e Tecnologia). Ora, ora, seria imperdoável se Tereza Cristina, como ex-ministra da Agricultura, se recusasse a ir aos EUA para defender o agronegócio.
Eduardo Bolsonaro alega que a comitiva é "um gesto de desrespeito a Trump". Que coisa, hein! Que vergonhoso puxa-saquismo. Que se dane o Brasil. Ficar recebendo o salário como deputado federal licenciado sem trabalhar, tudo bem.
Eduardo Bolsonaro não quer que os senadores conversem com os congressistas e com as entidades do setor produtivo dos Estados Unidos. O número 3 só pensa em livrar o pai da prisão, que se dane o povo brasileiro. Não está nem um pouco preocupado com o desemprego.
A bancada ruralista na Câmara dos Deputados não anda nada satisfeita com Eduardo Bolsonaro, o irresponsável. Já há um movimento no sentido de declará-lo como "persona non grata" ao Brasil e, principalmente, ao agronegócio.
Concluo lembrando o bordão bolsonarista "Brasil acima de tudo". Para Eduardo Bolsonaro, o irresponsável, os Estados Unidos estão acima do Brasil.