Alexandre de Moraes está para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como Donald Trump em relação ao senador e presidenciável Flávio Bolsonaro.
O inferno astral de Alexandre de Moraes preocupa o PT. A figura do ministro do STF está associada ao lulopetismo, assim como a de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ao bolsonarismo.
Não é à toa que Lula vem se distanciando de Moraes. O chefe do Palácio do Planalto, em conversas reservadas, tem dito que o ministro da instância máxima do Poder Judiciário é portador de consequências eleitorais negativas.
O bolsonarismo vem dizendo que o "chega pra lá" do presidente Lula em Alexandre de Moraes, considerado como o "salvador da democracia", em decorrência da sua atuação na trama golpista de 8 de janeiro de 2023, é a prova de que na política não existe gratidão.
O lulopetismo diz que o patriotismo do clã Bolsonaro, mais especificamente de Flávio e Eduardo, é de mentirinha, que a prova inconteste desse falso amor pela Pátria foi o apoio ao tarifaço de Trump. Os dois irmãos comemoraram efusivamente.
Lembrando ao caro e atento leitor que Eduardo Bolsonaro, o filho número 3, que mora nos Estados Unidos, se sentia honrado com o título de "pai brasileiro" do tarifaço. O contentamento saltava aos olhos.
Quanto a Donald Trump, o problema é o PIX, que já virou alvo de investigação comercial contra o Brasil. Sobre o assunto, o silêncio do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) é ensurdecedor, diria até que escancaradamente conivente.
O problema não é ter uma eleição polarizada entre duas correntes políticas: lulismo e bolsonarismo. É não ter propostas. A preocupação é saber quem cresce mais, se o antipetismo ou antibolsonarismo.
Lula querendo o quarto mandato, fazendo de tudo para permanecer no Alvorada por mais quatro anos. Flávio Bolsonaro só pensando em anular a prisão do pai, devolver sua elegibilidade, trazer o irmão de volta para o Brasil e anistiar todos os golpistas.
E assim caminha a República Federativa do Brasil.

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