Já disse aqui que o presidente Lula tem dois "cabos eleitorais" para sua reeleição: "pacote de bondades" e o fim da escala 6x1 na jornada de trabalho, já aprovada pela CCJ da Câmara dos Deputados.
O que chamou atenção é que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que põe fim a escala 6x1, notadamente de esquerda, teve o imprescindível apoio de dois políticos da direita.
Falo dos deputados baianos Leur Lomanto Júnior e Paulo Aziz, ambos do União Brasil e aliados de ACM Neto, respectivamente presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e o relator da PEC.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos, também de direita e figura de destaque do centrão, elogiou o trabalho dos parlamentares baianos.
Motta vai criar a comissão especial para o debate e o aprofundamento da matéria. A intenção é a proposta do fim da escala 6x1 ser votada pelo plenário em maio, mês que se comemora o Dia do Trabalhador.
O PL, maior partido de direita do Congresso Nacional, que tem o senador Flávio Bolsonaro como presidenciável, é contra a PEC. Os liberais não querem contrariar os que fazem vultosas doações para a campanha dos seus candidatos.
Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-morador do Alvorada, foge do assunto como o diabo da cruz, assim como faz em relação a um novo tarifaço do presidente Donald Trump sobre os produtos brasileiros.
Temos agora duas direitas: a bolsonariana, representada pela família Bolsonaro, e a com viés de esquerda. Se o caro e atento leitor preferir, a direita rebelde.

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