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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Política

"CARNAVAL" NO SENADO

Coluna Wense, 2 de março de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
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Aproveitando o período carnavalesco, com a maioria esmagadora dos brasileiros só pensando na folia, o Senado da República, agora tendo como presidente o recém eleito David Alcolumbre (União-AP), resolveu fazer seu próprio "carnaval", obviamente com o dinheiro público.

A cota para custear as despesas dos parlamentares, das senhoras e dos senhores senadores, foi para R$ 4,9 milhões por ano. Lembrando ao caro e atento leitor que esse é o segundo reajuste de 2025. Vou repetir: de 2025. O primeiro ocorreu em fevereiro na gestão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Para não provocar nenhum tipo de revolta nos servidores, diante do aumento do chamado "cotão", os parlamentares resolveram dar um reajuste de 22,19% para o auxílio-alimentação, passando para R$ 1.784,42 por mês. Alguns servidores terão um dia de folga para cada três dias úteis trabalhados.

E mais: todos os gastos dos "coitados" dos senadores e das senadoras, que passam por grandes dificuldades financeiras, são ressarcidos, centavo por centavo. Até uma água mineral.

A mesma disposição não tem a Casa Legislativa em relação ao salário mínimo. Somente poucos parlamentares usam da palavra para defender um aumento, o que faz lembrar o ditado popular "farinha pouca, meu pirão primeiro". 

Os
representantes da direita no Congresso Nacional, quando o assunto é o aumento no salário mínimo, para não contrariar os empresários que fazem robustas doações para suas campanhas, se calam. O silêncio é ensurdecedor. Os da esquerda, deixando de fora as raríssimas exceções, de contar de dedo, evitam se atritar com a proposta do governo Lula 3.

No frigir dos ovos, o desdém, frieza e a insensibilidade dos parlamentares terminam sobrando para a parte mais frágil, sem dúvida o trabalhador, que tem o direito constitucional de ter um salário mínimo digno, conforme preceitua a Lei Maior no capítulo dos Direitos Sociais. 

A coluna de hoje me fez lembrar do saudoso e inesquecível humorista Chico Anysio: "E o salário, ó" !, se referindo ao mínimo na Escolinha do Professor Raimundo.

Saudades de Chico Anysio, assim como de Costinha, José Vasconcellos, Jô Soares, Ronald Golias e muitos outros.

HR Multimídia

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Hélio Ricardo

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